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PATRIMÓNIO
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Castelo de Algoso
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Algoso, Vimioso

O Castelo de Algoso domina uma vasta extensão do Planalto Mirandês, destacando-se, de forma inconfundível, pela silhueta da sua singular torre de menagem.
Desde meados do século XII, associado a outras fortificações do leste transmontano, terá constituído uma peca importante na afirmação da autoridade regia nesta região periférica, de estrema com o reino de Leão, e no subsequente controlo e consolidação da fronteira política entre os dois reinos peninsulares. Construído por Mendo Bofino, ao serviço de D. Sancho I, o Castelo constituiu o centro político-militar da designada Terra de Miranda, enquanto outros castelos da região, como Mogadouro e Penas Roías se encontravam sob domínio dos cavaleiros da Ordem do Templo.
Em 1224, Sancho II entregou-o aos cavaleiros da Ordem do Hospital, dando-se assim inicio à mais extensa e marcante etapa da sua história.

Numa primeira fase, o castelo manteve o seu papel de controlo do território e defesa da fronteira do reino, reforçando-se até com a adopção de muitas das soluções góticas que ainda hoje caracterizam a sua estrutura arquitectónica. Mas foi também sob domínio hospitalário que o castelo viu progressivamente reduzida a sua importância politico-militar ditada pela consolidação do novo modelo de organização do território, alicerçado nas novas vilas urbanas, e pela afirmação de uma linha mais avançada de fortificações - Miranda do Douro, Vimioso e Outeiro de Miranda - situadas junto a fronteira e mais adaptadas aos avanços das armas de fogo. Reduzido assim a uma fortaleza de "segunda linha", o castelo prevaleceu como um símbolo senhorial, sede duma Comenda da Ordem de S. João do Hospital que tutelou o vasto domínio que esta Ordem militar reuniu no espaço transmontano.

 

A arquitectura do Castelo

O Castelo apresenta uma estrutura arquitectónica que reflecte essencialmente um programa realizado sob domínio hospitalário,...

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...nos séculos XIII e XIV, onde dominam já alguns dos princípios da designada "defesa activa" que se concretizaram sobretudo na arquitectura militar gótica associada ao reinado de D. Dinis.

A muralha define um recinto alongado, ajustado a topografia do morro rochoso. No interior localiza-se a cisterna abobadada, com abertura superior para um terraço onde em Época Moderna funcionou uma peca de artilharia, e vestígios de varias construções entretanto desaparecidas.

A torre de menagem, de planta hexagonal, encontra-se estrategicamente localizada na periferia do recinto, proporcionando a protecção do flanco mais vulnerável, por onde se realiza o acesso. E uma construção solida, em alvenaria miúda e irregular, reservando a utilização de silhares de granito para o reforço das zonas naturalmente mais sensíveis, como os cunhais, as molduras dos vãos e os paramentos dos dois alçados voltados para o exterior da cerca. E precisamente nestes dois alçados que se localizam os principais pontos de tiro. Ao nível do piso térreo da torre abrem-se duas seteiras no alçado poente e outra na fachada virada a Norte, apresentando esta uma solução invulgar constituída por um corpo saliente em relação ao pano exterior. Sobre ela conservam-se vestígios de um balcão saliente com matacães, localizado no segundo piso, solução tipicamente gótica que permitia o tiro vertical para a base da torre e a entrada do castelo.

Esta porta, cuja ombreira exibe uma cruz hospitalária, encontra-se ainda protegida por um torreão de planta trapezoidal que dificultava o acesso e o tornava obrigatório por um percurso sinuoso situado sob tiro directo. Uma descrição realizada no seculo XVII, deixa mesmo supor a existência de uma espécie de "barbacã de porta" que tornava a defesa ainda mais eficaz. Alias, a torre de menagem apresenta uma porta rasgada ao nível do solo, o que denota uma grande confianca na eficácia do restante sistema defensivo do castelo.

A observação dos paramentos da torre evidencia a presença de, pelo menos, duas fases perfeitamente marcadas. De facto, inicialmente a torre era mais baixa e as suas ameias possuíam remate curvo e estavam munidas de pequenas seteiras rasgadas no centre do seu maciço. 0 alteamento introduziu ameias evoluídas, mais baixas e mais largas do que o espaço das abertas. A partir do século XIV, e sobretudo ao longo do século XV, esta fortificação foi perdendo muito do seu antigo valor estratégico. No entanto, não havia ainda perdido totalmente a sua eficácia militar, conhecendo mesmo algumas adaptações para responder aos avanços das armas de fogo, generalizadas a partir de meados do seculo XV. Mas as transformações dos finais da Idade Media e inícios da Época Moderna justificam-se também como ampliação dos espaços úteis e abertura de vãos no sentido de dotar a fortificação de condições de residência e responder as necessidades do funcionamento da comenda hospitalária. 0 alteamento da torre e a abertura de uma porta na fachada Este do piso superior, rasgada para uma varanda de madeira entretanto desaparecida, inscrevem-se nesta atitude de dotação de condições de habitabilidade da torre.

Lat.: N41.462194
Long.: W6.579099

 
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