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Sé de Miranda do Douro
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Miranda do Douro

As obras de construção da nova catedral iniciaram-se em 24 de Maio de 1552, com uma cerimónia solene, e durariam quase meio século, até à sua conclusão no final do século.
O projecto da igreja foi da autoria de Gonçalo de Torralva e de  Miguel de Arruda, tendo sido mestres de obras Pero de la Faya, Francisco Velasquez e Gaspar da Fonseca. Em 1566 o bispo D. António Pinheiro sagra o altar-mor e em 1609 D. Diogo de Sousa informa o Papa de que “a catedral está bem construída e edificada”.

A catedral é um edifício de concepção maneirista, embora ainda com algumas soluções de caracter renascentista. Construída na mesma altura das Sés catedrais de Leiria e Portalegre, todas iniciadas no reinado de D. João III, apresenta soluções semelhantes, nomeadamente no tipo de pilares interiores e na decoração das abóbadas.
O edifício, orientado a Norte, tem uma planta cruciforme de 3 naves com 4 tramos e abóbada nervada sustentada por 8 pilares toscanos. A fachada principal, simétrica e regular é ladeada por duas imponentes torres e encimada por uma balaustrada.

No interior, ressalta o retábulo do altar-mor, com um conjunto escultural notável, dedicado a Santa Maria Maior e executado entre 1610 e 1614 por Juan de Moniategui e Tomaz Velasquez, sendo, provavelmente, da autoria do mestre Gregório Fernandez parte dos grupos escultóricos. Em estilo maneirista, integra-se nas produções da Escola de Valladolid.

O cadeiral do coro do Cabido da Sé Catedral, obra de grande requinte e raridade, datará da primeira metade do século XVII, seguindo os preceitos do estilo...
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...maneirista.
A ampliação da capela-mor entre 1749 e 1753, permitindo uma melhor instalação do cadeiral e facilitando a celebração das solenidades próprias do culto em época barroca, obrigou ao recuo e reinstalação do retábulo, agora com uma moldura e soco em talha barroca.
A actual capela do Santíssimo Sacramento foi edificada, entre 1715 e 1736, no reinado de D. João V e por sua vontade expressa. Então com a designação de capela de São José, santo de especial devoção do rei, a capela prolonga o braço Este do transepto. Cerca de 1760, o bispo D. Frei Aleixo Henriques fez obras na capela, com a abertura de janelões e a instalação de um novo retábulo, em estilo barroco joanino, agora dedicado ao Santíssimo Sacramento. Fecha a capela um gradeamento em ferro forjado, com cimalha trabalhada, colocado em 1760.

A Sé possui ainda outros retábulos de que será justo destacar pela sua antiguidade e exemplaridade os retábulos seiscentistas, em estilo maneirista, - retábulo de S. Bento, provavelmente pintado por Alonso de Ramesal em 1637; retábulo de Nossa Sra. dos Remédios executado por Manuel Marcos, de Prado de Gatão, em 1650; retábulo das Relíquias executado por António Lopes de Sousa, de Moncorvo, em 1664; retábulo de Santo Amaro pintado por António de Oliveira, de Moncorvo, em 1669: retábulo de Nossa Sra. do Rosário (actualmente do Sagrado Coração de Jesus) executado por Francisco Lopes Matos em 1672.

Datados do século XVIII, em estilo barroco nacional, são os retábulos de S. Pedro, de São Jerónimo e de Nossa Senhora da Piedade.
Mas a Sé de Miranda é conhecida principalmente pela presença de um ícone da religiosidade popular – o Menino Jesus da Cartolinha – pequena imagem setecentista, colocada em oratório em talha dourada barroca e com uma panóplia de vestidos e adereços oferecidos pelos devotos.

Em 8 de Maio de 1762, a cidade de Miranda do Douro encontrava-se cercada pelas tropas espanholas que tinham invadido Portugal no contexto da chamada Guerra do Pacto de Família. Uma enorme explosão no paiol do castelo provocou a destruição de parte da cidade, matando cerca de 400 pessoas. Conquistada pelas forças inimigas que destruíram o que restava das fortificações, a cidade de Miranda entra num período de decadência que leva o bispo D. Frei Aleixo Henriques, autorizado pelo Rei D. José I, a transferir a sede do Bispado para Bragança, acompanhado dos cónegos do Cabido e levando com ele alfaias, paramentos e, até, os sinos da Sé.

A diocese, designada agora de Miranda e Bragança ficou com o bispo e o Cabido em Bragança, mas com a Sé em Miranda do Douro.
A Sé - o maior templo de Trás-os-Montes - emerge no planalto mirandês pela majestade arquitectónica e qualidade artística. Monumento de referência na região Norte e símbolo da cidade de Miranda do Douro, conforme o dito popular – “chega a Miranda, vê a Sé e anda” é ainda hoje pólo de afecto das gentes mirandesas que designam afectuosamente “las noussas torricas...”.

Lat.: N41.493511
Long.: W6.273724

 
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